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Acesse o novo blog DENIS CRUZ - EDUCAÇÃO. O blog é especialmente destinado para educadores e contém Projetos de Leituras dos livros e contos de Denis Cruz.
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terça-feira, 25 de outubro de 2011

O Valentão

Ilustra Cartoon - Revista Nosso Amiguinho Agosto de 2010

Assim que soou o sino do intervalo, Tales abriu a mochila, pegou a lancheira e saiu correndo para o pátio da escola, olhando desconfiado para todos os lados. Não queria correr o risco de encontrar Leonardo, o valentão da escola que sempre lhe roubava o lanche. Caminhou com a lancheira bem escondida entre os braços, procurando algum canto quieto e sossegado para saborear o bolo com cobertura de calda de chocolate com coco ralado que a mamãe mandou. Só de pensar, ficou com água na boca.

Foi se esquivando do bando de garotos e garotas que corriam com gritos estridentes pelo pátio, até sair de toda aquela algazarra e ir para trás do prédio de aulas, no canto da quadra de esportes que estava vazia. O lugar era perfeito.

O garoto abriu a lancheira com olhos cobiçosos. Quando foi pegar o bolo, ouviu um chiado de choro, que vinha do outro lado da quadra, num canto ainda mais escondido.

Tales tremeu ao reconhecer quem estava agachado, com a cabeça oculta entre as pernas. Era Leonardo. Fechou rapidamente a lancheira e começou a dar cuidadosos passos para trás, temendo que o valentão notasse sua presença e roubasse seu bolo.

Mas Tales parou. Por que Leonardo estaria chorando? Ele é o fortão da
Ilustra Cartoon - Revista Nosso Amiguinho Agosto de 2010
escola. Bate, rouba e coloca apelidos em todo mundo. Por um breve momento, Tales sentiu certo prazer em ver o valentão chorando, mas não foi assim que seus pais lhe ensinaram.

Sem saber por que, Tales começou a caminhar em direção a Leonardo que, ao perceber sua presença, levantou o rosto amassado e vermelho e esbravejou:

- Sai daqui, Luneta Vareta! – este era o apelido que ele havia colocado em Tales, pois era magro e usava óculos.

- Quer lanchar comigo? – perguntou o garoto com a voz trêmula.

- Se eu quiser seu lanche eu o pego inteiro – Leonardo falou e afundou a cabeça entre os braços.

Tales sentou-se ao lado dele. Dividiu o bolo e esticou um pedaço para Leonardo que olhou desconfiado.

- Por que você está aqui? – perguntou o valentão pegando o bolo.

- Você parece triste. Está precisando de alguma coisa?

Leonardo estranhou, pois nunca tinha sido tratado daquele jeito. Sempre foi estúpido com todos os alunos, batendo, ameaçando, roubando, apelidando. Poderia alguém se preocupar com ele? Nem seus pais cuidavam dele direito, ninguém queria ficar perto dele e, por isso, estava tão triste.

Uma lágrima rolou de seu rosto quando mordeu o bolo e disse com a boca cheia:

- Acho que preciso de um amigo.

- Eu posso ser, se você parar de me bater e perseguir. E tenho certeza que outros alunos também vão querer se aproximar se você mudar de atitude.

Tales se levantou e estendeu a mão. Leonardo limpou a boca com a manga da camisa. Tinha uma grande jornada pela frente, para aprender a tratar bem as pessoas, mas, naquele momento, apenas esticou a mão e foi levantado pelo primeiro grande amigo que teria para o resto de sua vida.

***

Em outubro deste ano (2011) visitei o Colégio Adventista de São Francisco do Sul (CASFS) e assisti uma representação teatral do conto O VALENTÃO, realizada pelos alunos do 5º ano. 
Na oportunidade, filmei a apresentação e o resultado segue abaixo.

domingo, 28 de novembro de 2010

Essas meias não são minhas

(Ilustração de Zé Luiz, publicada para este conto na Revista Nosso Amiguinho de Outubro de 2010)

Laura sentou-se na cama de colcha rosada, fez biquinho e cruzou seus pequenos baços de criancinha.

Mamãe tinha brigado com ela. Fez uma birra, pois queria colo e adivinha quem o havia ocupado? Davi, o irmão caçula de três meses. Aliás, ultimamente tudo era para Davi. Quarto, cama, roupas, visitas e, claro, o colo e muita, muita atenção do papai e da mamãe.

Laura até havia pedido várias vezes por um irmãozinho, mas não esperava que nascesse tão pequeninho e que não pudesse brincar com ele pela casa. Tinha até imaginado correr com ele pelo quintal, brincar de esconde-esconde, pega-pega, essas coisas todas.

Mas o drama começou bem antes dele nascer. Mamãe, com aquele barrigão, nem podia pegá-la no colo. Papai sempre tentava lhe dar atenção, mas, logo depois, estava paparicando o barrigão, dando beijocas nele.

Lembrou-se disso e fez outro biquinho e se aquele Davi chorão estivesse ali perto ela mostraria a língua para ele. Claro, se mamãe visse a língua iria brigar com Laura.

Para aumentar a indignação da pequena menina, ela olhou para o chão e ali, saindo debaixo da cama, despontando pela beirada da colcha, uma pequena meia azul. Isto mesmo, AZUL.

A menina fez cara de indignação. Agachou e retirou um par de meias dali.

- Essa meia não é minha! – disse nervosa e estava pronta para lançá-la para fora, através da janela entreaberta, mas uma idéia lhe ocorreu.

Foi até a cômoda e pegou uma boneca.

- Oi Juju – disse Laura para o brinquedo. – Está com frio no pezinho?

Pegou a boneca e a colocou no colo. Com carinho, calçou-lhe as duas meias, a abraçou bem forte e de repente se assustou. Mamãe estava ali na porta e, sorrindo, a observava. (Ah, Davi, só para variar, estava dormindo no colo dela).

A mamãe entrou no quarto, sentou-se numa poltrona e disse com aquele jeito e voz carinhosos que só as mamães possuem:

- Filha, o Davi está com o pé gelado. Quer colocar as meias nele?

Mamãe disse isto e mostrou para a filha os pezinhos rechonchudos do bebê. Pareciam pãezinhos, de tão fofos.

Laura pensou por um segundo. Retirou as meias da boneca e foi até o irmão. Com cuidado, calçou-lhe as meias. Sorriu quando terminou a tarefa.

- Quer pegar o nosso Davi um pouquinho?

Parecia que uma luz havia iluminado o rosto sorridente da menina. Ela disse um sonoro sim e sentou-se na poltrona. Mamãe colocou o pequeno e dorminhoco Davi em seu colo e ela o olhou ali, tão pequeno, macio e cheiroso.

Laura ergueu olhos felizes para a mamãe e, pela primeira vez, amou ter Davi em casa.

- Nosso Davi – disse ela e continuou a amá-lo, sempre que possível, claro.

...

Para ouvir o áudio deste conto, narrado por mim e pela minha filha Lívia CLIQUE AQUI.



quarta-feira, 13 de outubro de 2010

[Conto em áudio] Essas meias não são minhas



A Revista Nosso Amiguinho de Outubro publicou o conto infantil "Essas meias não são minhas", de minha autoria.

Com a ajuda da minha filha Lívia, narramos este conto e o resultado você vê abaixo (basta Clicar e ouvir).


domingo, 1 de agosto de 2010

A viagem de Lara, a gotinha - Um conto de Lívia Cruz

O conto abaixo foi escrito pela minha filha, LÍVIA CRUZ, durante uma atividade escolar. O papai coruja aqui gostou muito (Denis Cruz)

A viagem de Lara, a gotinha

Um certo dia de madrugada várias gotas d’água acordavam em cima de uma fofa nuvem.

Lara, a mais bela gotinha, com um laço na cabeça, conversava com suas amigas.

- Olá Lana, Lois, Ketlin, Cassiane e Melody. O dia está lindo! – diz Lara.

- Eu acho que vai chover! – fala a pequena Ketlin.

As gotinhas ficaram preocupadas e falaram:

- Mas se chover nós vamos cair!

Começou a chover e uma foi caindo uma de um lado e a outra de outro.

Lara caiu num poço d’água gritando desesperada:

- AAAAAh, socorro me ajudem!

De repente uma moça chamada Simone jogou o balde lá dentro para pegar água.

Lara pulou lá dentro e falou:

- Iupi! Estou salva.

Quando Simone chegou na cozinha com o bule fervendo Lara falou:

- Ih, não estou salva, socorro!

E caiu lá dentro. Depois de dois minutos, lá vai Laura evaporando para sua casa.

- Eu sou feliz – diz Laura.

Lívia Cruz tem 7 anos de idade e é uma menina muito feliz, como a Lara da história.

(tag: conto infantil, ciclo da água, história, paradidático,)

quarta-feira, 30 de junho de 2010

[CONTO INFANTIL] O Brinquedo

Fernando sentia um misto de euforia e vergonha no dia do brinquedo. Ficava todo animado, pois brincaria com coisas diferentes. Porém, tentava esconder seu próprio brinquedo para que ninguém visse.

Assim que a professora anunciou a hora da brincadeira, os alunos tiraram da mochila o equipamento de diversão. Fernando aproveitou o alvoroço e depositou no meio dos diversos brinquedos um carrinho artesanal, feito pelas mãos habilidosas de seu avô Lourival.

Sendo de uma família muito humilde, raramente ganhava brinquedos. Sabendo disso, o avô o presenteava com carros, caminhões e até bonecos de madeira. Brincar em casa era divertido, mas sempre tinha receio de que os amigos fizessem alguma troça por só trazer artesanato e não um daqueles belos e brilhantes objetos de divertimento que passavam na televisão.

Ao iniciarem as brincadeiras, Fernando encontrou um boneco de seu super-herói preferido. Não podia acreditar que poderia brincar com aquela réplica que piscava luzes e imitava a voz do herói. O garoto, que sempre quis ter um daqueles bonecos, viajou na brincadeira e nunca antes a hora do brinquedo passara tão rápida.

Quando a professora anunciou que estava na hora de se arrumarem para a saída, foi aquele tumulto. A criançada correndo, pegando cada um seu brinquedo e colocando dentro das bolsas.

Ao chegar em casa, Fernando teve uma surpresa. Por engano, havia colocado dentro da mochila o boneco do herói e, certamente, alguém também levara seu carrinho de madeira enganado.

Segurando o brinquedo com as duas mãos, Fernando sentiu o forte desejo de possuí-lo. Não o devolveria na sala. Naquela confusão, ninguém jamais suspeitaria de quem havia pegado o brinquedo.

Porém, essa ideia foi confrontada com a voz de sua consciência. Aquilo seria como roubar alguém. Mas Fernando queria muito ter o brinquedo e sabia que jamais teria condições de comprar um.

Não conseguiu brincar com o boneco naquela noite e dormiu pensando se o devolveria ou não para o verdadeiro dono.

No dia seguinte, Fernando caminhou para a escola. O super-herói ia dentro de sua bolsa, pois já tinha tomado a decisão de devolvê-lo.

Porém, ao chegar no portão, um amigo chamado Vitor o parou, dizendo que, no dia anterior, por engano, tinha ficado com o caminhão artesanal. O pai de Vítor interrompeu a conversa e disse para Fernando que era colecionador de brinquedos de madeira e que, fascinado com o carrinho, queria comprá-lo.

- Não posso vendê-lo - disse Fernando e, depois de pensar um pouco, falou: - mas ficaria contente se o senhor o aceitasse como presente.

O homem aceitou de imediato e Fernando comentou que também levou um brinquedo errado para casa.

- Esse boneco é meu - disse Vítor ao ver o super-herói nas mãos do amigo. - Ou melhor, agora é seu, pois eu também lhe dou de presente.

Quase sem acreditar no desfecho daquela situação, Fernando agradeceu ao colega e se surpreendeu quando, nas semanas seguintes, brinquedo artesanal virou modinha no dia do brinquedo.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Não desista - um conto de Giovanna M. Borges



Um texto de Giovanna Martins Borges*

“Não adianta, não vou conseguir!” disse Carol de 4 anos: “Você estava indo bem, só porque você errou uma letrinha não quer dizer que você não conseguiu” respondeu a mãe dela: “não mamãe eu nunca vou conseguir fazer essa tarefa.” Então a irmã dela que se chama Julia de 9 anos disse: “Carol você é uma menina muito inteligente com certeza, vai descobrir qual é a letra certa.” “Esta bem”. Só que quando Carol chegou na escola ela tinha que fazer o número 5: “Não, eu nunca vou conseguir, é muito difícil e eu erro toda vez.” Então a professora dela disse: “Calma, todo mundo erra, eu erro, sua mãe e seu pai já erraram e ainda erram, você vai conseguir, porque quem tenta, pode demorar, só que consegue.” “Não! Eu posso tentar mil vezes, mas não consigo! E você nunca errou.” E a professora disse: “Isso não é verdade você sempre foi uma garota inteligente, só precisa aprender a não desistir.” “Está bem eu tento de novo”, disse Carol.

Só que não era só de escrever que ela queria desistir: “Eu nunca vou conseguir amarrar o cadarço!” Então a mãe dela disse: “Quando eu era pequena eu também não conseguia, eu observava os adultos e ia tentando até que eu consegui.” “Então eu quero ver você amarrar o cadarço outra vez”, disse Carol. “Está bem”, a mamãe falou. “Eu quero desenhar, mas nunca vou conseguir!” Carol disse. “Você só errou um risquinho é só apagar e você faz de novo certinho”, disse a irmã dela. “Não! Eu não sei e nunca vou conseguir!” “Se acalma, que você consegue, sua irmã errava mais do que isso e falava: deixa, eu apago e tento fazer de novo, e ela fazia, errava diversas vezes, até acertar. Sabia que o erro é um ótimo professor? Ele ensina a gente a fazer as coisas”, disse a mãe dela. “Por que você não me disse isso antes? Agora que eu sei, quando errar vou me lembrar que o erro ensina a gente a fazer as coisas”.

Então a partir daquele dia em diante, antes de falar: “eu nunca vou conseguir”, ela se lembrava que o erro ensina a gente a fazer as coisas.


*Quem é Giovanna Martins Borges?

Ela tem apenas 7 anos e, com a ajuda dos pais, mantém o Blog da Gi, onde se define como "uma menina de sete anos que gosta de desenhar e escrever. Amo muito Jesus, minha família e meus bichinhos de estimação."

O Blog da Gi é leitura obrigatória para todas as idades, principalmente para quem gosta de histórias infantis e, o que é melhor, contadas da visão de uma jovenzinha.

Eeeee, o mais importante de tudo e de todas as coisas: A Giovanna foi a primeira criança a ouvir a história do Garoto que Queria ser Bruxo (Além da Magia).

Confira: www.giovannaborges.com



quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Juminha, a minhoca esperta (conto infantil)

(fonte da imagem http://ilustracaoecoisas.zip.net/images/minhoca.JPG)


Juminha é uma minhoca muito esperta. Ela mora na horta do Senhor João, onde ele planta cenoura, alface, tomates e outros legumes deliciosos.

Certo dia, o Sr. João decidiu ir pescar e foi até sua horta para procurar uma boa minhoca para sua pescaria. Revirando a terra ele achou Juminha e a colocou dentro de um ‘pótinho’, pois ia usa-la como isca para pegar um peixe bem ‘grandão’.

Quando chegou no rio, o Sr. João colocou seu barco na água e, escolhendo um bom lugar, pegou a vara de pescaria e já colocou Juminha no anzol, jogando-a para dentro do rio.

Tchibum, lá foi a pobre Juminha na água e mais que depressa já apareceu um peixão abrindo a bocarra pra engolir a pequena minhoquinha.

Mas Juminha pensou rápido e quando já estava quase dentro da boca do peixe, disse:

- “Ei ei. Vamos parar com isso? O que você acha que vai fazer?”

O peixe achou estranho, olhou para ela e disse:

- “Oras, eu vou comer você. Eu sou um peixe e peixes comem minhocas.”

- “Pode parar de palhaçada.” Disse Juminha em um tom autoritário. “Eu venho aqui pra ajudar vocês e é assim que sou recebida?”

- “Nos ajudar?” disse o peixe com um olhar desconfiado.

- “Isso mesmo. Ajudar vocês. Eu sou Juminha e trabalho na Companhia de Despoluição de Rios, Lagos e Lagoas Poluídos, a CoDeRLLAP. Nossa empresa constatou que seu rio está muito poluído e viemos aqui para fazer uma limpeza.”

- “CoDeRLLAP? Você ta brincando comigo não é?” perguntou o peixe muito, muito desconfiado.

- “Isso mesmo. Vem cá, ô sr. Peixe, ali no fundo, eu to vendo um negócio preto, pegue-o e traz aqui pra mim.”

O peixe olhou para baixo e viu que lá no fundo realmente tinha algo estranho. Nadou até lá embaixo e trouxe para Juminha uma botina velha e a enroscou no anzol.

Quando a botina ficou preza, o Sr. João, lá em cima, sentiu o peso e, pensando que era um peixe, deu um forte puxão. Ah, que decepção, veio apenas uma botina velha e ele a jogou atrás no barco, mergulhando novamente a Juminha na água.

Quando ela chegou lá no fundo de novo, o peixe disse:

- “Pôxa, você estava mesmo falando a verdade. Você trabalha na CoDRLLAP mesmo. Vou buscar mais lixo que está lá no fundo.”

O peixe chamou outros amigos peixes e todos eles começaram a trazer vários lixos que estavam poluindo o local. Em duas horas de pescaria, o Sr. João puxou de dentro do lago três pneus velhos, um monte de lata e garrafa de plástico, duas bolas murchas, dois pares de botina e até um rádio todo enferrujado.

Toda hora que ele puxava o anzol esperando um peixão, tinha uma grande decepção, pois, na ponta da linha, só vinha os sinais da poluição... (uia, rimou... rs...)

Depois de ter enchido o barco de bugigangas, o Sr. João desistiu da pescaria e colocou Juminha dentro do ‘pótinho’, voltando para casa e colocando-a de volta na horta de sua casa.

Mal sabia ele que, com a ajuda da minhoquinha esperta, tinha limpado todo um lago e os peixes ficaram muito, muito felizes.

Juminha continuou vivendo na horta do seu João e se um dia você for pescar e vier na vara algo da poluição, lembre-se que foi aquela pequena minhoca que deu aos peixes esta lição... (uia, rimou de novo...)

..............

OS.: Esta história foi criada quando eu tentava embalar o sono da minha filha Lívia, que na época tinha 3anos e meio de idade. Quando terminei de contar, ela disse:
- “Agora eu quero que você conte a história da mãe da Juminha.”
- “Eu nem sei o nome da mãe da Juminha, filha.” Eu disse, tentando me livrar.
- “Mas eu sei.” Respondeu a pilantrinha. “Ela chama JUMONA.”
Eu só pude sorrir e, já esperando a resposta, perguntei:
- “E o pai da Juminha? Qual o nome dele?”
Ela fez a maior cara de sapeca do mundo e respondeu:
- “É JUMÃO!!!”
Essa Lívia tá ficando pior que eu... rs...
Ah, que todos saibam que o pai e a mãe da juminha se chamam JUMONA e JUMÃO...

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