Novo Blog


Acesse o novo blog DENIS CRUZ - EDUCAÇÃO. O blog é especialmente destinado para educadores e contém Projetos de Leituras dos livros e contos de Denis Cruz.
Mostrando postagens com marcador convidados. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador convidados. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 4 de maio de 2010

Nosso “bem” mais precioso - Texto de Michelson Borges

Semana passada, minha esposa, nossas duas filhas e eu fomos ao ultrassonografista ver como está o bebê que cresce no ventre da minha amada. A grande expectativa era saber o sexo da criança. Depois de acompanhar atentamente por um monitor as imagens em preto e branco do ultrassom, veio a confirmação do médico: é menino! Um misto de surpresa e alegria tomou conta de nós. Será uma experiência diferente. Um garotinho vai chegar ao nosso lar! Mais uma criança para levar para o Céu. Mais um tesouro precioso que Deus coloca em nossas mãos. Pouco depois, pensando nesse privilégio e nessa responsabilidade, lembrei-me de um texto anônimo que recebi por e-mail tempos atrás:

Um homem chegou em casa tarde do trabalho. Cansado e irritado, encontrou o filho de cinco anos esperando por ele na porta.

– Pai, posso lhe fazer uma pergunta?

– O que é? – respondeu o homem.

– Quanto você ganha em uma hora?

– Isso não é da sua conta! Por que você esta perguntando uma coisa dessas? – disse o homem, agressivo.

– Eu só quero saber . Por favor, me diga: Quanto você ganha em uma hora?

– Se você quer saber, eu ganho 50 reais por hora.

– Ahh... – o menino respondeu, com a cabeça abaixada.

– Pai, pode me emprestar 25 reais?

O pai estava furioso:

– Essa é a única razão pela qual você me perguntou isso? Pensa que é assim que você pode conseguir algum dinheiro para comprar um brinquedo ou algum outro disparate? Vá para o seu quarto! Pense sobre o quanto você está sendo egoísta. Eu não trabalho duramente todos os dias para essas infantilidades.

O menino foi calado para o quarto e fechou a porta. O homem se sentou e ficou ainda mais nervoso ao pensar em tudo aquilo. “Como ele ousa fazer essas perguntas só para ganhar algum dinheiro?” Depois de uma hora, o pai tinha se acalmado. Talvez houvesse algo que o filho realmente precisasse comprar com os 25 reais, porque ele realmente não pedia dinheiro com muita frequência. O homem foi para a porta do quarto do menino e a abriu.

– Você está dormindo, meu filho?

– Não, pai, estou acordado.

– Estive pensando... Talvez eu tenha sido muito duro com você – disse o homem. – Tive um longo dia e acabei descarregando em você. Aqui estão os 25 que você me pediu.

O menino se levantou sorrindo. “Oh, obrigado, pai!”, gritou. Então, pegou o travesseiro ele tirou dele alguns trocados amassados.

O pai viu que o menino já tinha algum dinheiro e começou a se enfurecer novamente. O menino lentamente contou o dinheiro e em seguida olhou para o pai.

– Por que você quer mais dinheiro, se você já tem? – grunhiu o homem.

– Porque eu não tinha o suficiente, mas agora tenho – respondeu o menino, e prosseguiu: – Papai, eu tenho 50 reais agora. Posso comprar uma hora do seu tempo! Por favor, chegue mais cedo amanhã em casa. Eu gostaria de jantar com você.

O pai foi destroçado. Ele colocou os braços em torno do filho e pediu perdão.

Os filhos, a família são nosso “bem” mais precioso neste mundo. Não podemos nos esquecer disso.[texto de Michelson Borges]

quinta-feira, 18 de março de 2010

A PRIMEIRA VEZ DE DALVA - Um conto de Douglas Reis*


A menina de quase dezesseis anos saíra do chuveiro com uma dúvida. Andava de ropão pelo quarto, procurando de cabide em cabide algo que a deixasse à vontade, mas que não parecesse muito vulgar. Seria uma noite e tanto! Quando finalmente se decidiu por uma calça não muito justa acompanhada pelo seu suéter preto, borrifou o melhor perfume pelo pescoço e pulsos. Logo, Mailcon viria.

“Dalva, telefone”. Ouviu a mãe chamar-lhe. Sobressaltou-se: ninguém poderia saber de nada. Seus pais não entenderiam. Ela já estava grande e tinha que andar com suas pernas. “Alô?”. Ufa!, era a Juli, da mesma sala em que estudava. A outra adolescente queria saber se Dalva topara o convite de Mailcon. Ela balançou afirmativamente a cabeça antes de falar, esquecendo-se de que a amiga não podia vê-la. Confessou que estava nervosa, e não era para menos: seria sua primeira vez.

As duas conversaram por uns dez minutos e Juli lhe desejou que aproveitasse muito bem aquela noite. Estaria rezando por ela. Dalva subiu os degraus antes que a mãe viesse perguntar por que sussurrara no telefone. Passou a chapinha nos cabelos, pôs uma maquilagem discreta e se olhou no espelho. “Acho que estou bonita”, confessou em voz audível.

Dali a uns poucos minutos, um monza de cor metálica parou na porta da casa. Dalva olhou pela janela e foi ligeira abrir a porta. Já dissera à mãe que sairia com o pessoal da escola. Não era exatamente uma mentira, já que Mailcon, um homem charmoso, de uns quarenta anos, trabalhava na biblioteca da instituição. Os dois se conheceram ali, e se falaram muitas vezes. Naquela noite, ele comprimentou Dalva, que se mostrava visivelmente nervosa.

Como estava cedo, pararam em uma lanchonete.
“Você quer mesmo ir?”, perguntou Mailcon, após uns cinco minutos, com sua voz de barítono.

“Bem, eu sempre tive curiosidade… Acho que vou gostar.”

“Farei tudo para que você se sinta tranquila; o ambiente é muito apropriado para a gente estar em paz.”

Falaram de outras coisas, até que Mailcon, olhando o relógio percebeu que já era a hora.

Pelo caminho, Dalva realmente se empolgara, pensando em como seria aquela noite. Na última semana, até sonhara com isso. Não queria esperar até o casamento para entrar lá. Tinha que aproveitar a oportunidade.

Chegaram. Dalva observou as letras luminosas do letreiro. Sentiu um calafrio. Quase retrocedeu; mas, depois do convite de Mailcon, e com toda aquela “produção”, não poderia desistir.

Foram chegando, passando pela entrada, mudos, estudando o momento. Até que uma senhora, de terno bege se aproximou de Dalva e, sorridente, lhe estendeu a mão: “Bem-vinda à nossa igreja!”

* Pr. Douglas Reis mantém o Blog Questão de Confiança. É autor do livro Paixão Cega, a ser lançado pela CASA nos próximos meses.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Já que é dia das Mulheres... (de Franciellen Mendes)

Um texto (mais que interessante) da Professora Franciellen Mendes


Este negócio de mulher ter um dia especial: coisa mais feminista!

Tudo bem... é fofo!

Mulher ama isto, ser notada, chamada de linda mesmo que descabelada e cheia de espinhas... mas mentir é feio!

Tudo bem, se a mentira for só um dia do ano, né?

Está ai o grande problema!

Não dá para acreditar quando se houve com data marcada, horário certo e combinado.

Não gosto desta data, como não gosto de tantas outras.

O comércio enriquece, as pessoas se metem em dívidas, compram quando faltam palavras.

Não quero nada!

É isto ai!

Um protesto a pobreza de palavras!

Coma “um Aurélio” (dicionário), mas diga algo, escreva algo, FAÇA algo de você mesmo.

E aquelas mensagens de celular?

Aquilo é uma praga!

Corre-se o risco de receber mensagem com nome trocado, afinal, não vai pensar que o outro perdeu tempo escrevendo exclusivamente pra você, quando ele precisa enviar pra todas as mulheres que consta na agenda do celular!

Então, se quer dizer que a mulher tem valor, ou melhor, esta mulher aqui (euzinha), use outro dia qualquer, risque algum versinho, mesmo que sem criatividade, ou faça um desenho num pedaço de papel guardanapo, mas faça você mesmo, use o punho, os dedos e os neurônios, que seja algo SEU!

Não vou mandar recados de orkut pra mulher alguma, digo outro dia, em outro momento, mas todas sabem que são FANTÁSTICAS todos os dias, e isto é ainda melhor.

Aos que tiraram um tempinho no “copiar/colar” qualquer versinho, obrigada.

Para quem tirou dois tempinhos e escreveu: “mala, tu é terrível... mas é mulher!” Dois obrigadas. (pela originalidade)

E pra quem esqueceu, não está nem ai? Estamos ‘kits’.

Então, para as mulheres que leram até o final este quase jornal, e para os homens que perderam o tempo de igual maneira... lá vai um beijo, um abraço virtual... e a lembrança que isto tudo são só palavras, um abraço calado e sincero, valem ainda bem mais!

..........

Gostou? Conheça o Blog da Profª. Franciellen: http://franciellen21.blogspot.com/

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Não desista - um conto de Giovanna M. Borges



Um texto de Giovanna Martins Borges*

“Não adianta, não vou conseguir!” disse Carol de 4 anos: “Você estava indo bem, só porque você errou uma letrinha não quer dizer que você não conseguiu” respondeu a mãe dela: “não mamãe eu nunca vou conseguir fazer essa tarefa.” Então a irmã dela que se chama Julia de 9 anos disse: “Carol você é uma menina muito inteligente com certeza, vai descobrir qual é a letra certa.” “Esta bem”. Só que quando Carol chegou na escola ela tinha que fazer o número 5: “Não, eu nunca vou conseguir, é muito difícil e eu erro toda vez.” Então a professora dela disse: “Calma, todo mundo erra, eu erro, sua mãe e seu pai já erraram e ainda erram, você vai conseguir, porque quem tenta, pode demorar, só que consegue.” “Não! Eu posso tentar mil vezes, mas não consigo! E você nunca errou.” E a professora disse: “Isso não é verdade você sempre foi uma garota inteligente, só precisa aprender a não desistir.” “Está bem eu tento de novo”, disse Carol.

Só que não era só de escrever que ela queria desistir: “Eu nunca vou conseguir amarrar o cadarço!” Então a mãe dela disse: “Quando eu era pequena eu também não conseguia, eu observava os adultos e ia tentando até que eu consegui.” “Então eu quero ver você amarrar o cadarço outra vez”, disse Carol. “Está bem”, a mamãe falou. “Eu quero desenhar, mas nunca vou conseguir!” Carol disse. “Você só errou um risquinho é só apagar e você faz de novo certinho”, disse a irmã dela. “Não! Eu não sei e nunca vou conseguir!” “Se acalma, que você consegue, sua irmã errava mais do que isso e falava: deixa, eu apago e tento fazer de novo, e ela fazia, errava diversas vezes, até acertar. Sabia que o erro é um ótimo professor? Ele ensina a gente a fazer as coisas”, disse a mãe dela. “Por que você não me disse isso antes? Agora que eu sei, quando errar vou me lembrar que o erro ensina a gente a fazer as coisas”.

Então a partir daquele dia em diante, antes de falar: “eu nunca vou conseguir”, ela se lembrava que o erro ensina a gente a fazer as coisas.


*Quem é Giovanna Martins Borges?

Ela tem apenas 7 anos e, com a ajuda dos pais, mantém o Blog da Gi, onde se define como "uma menina de sete anos que gosta de desenhar e escrever. Amo muito Jesus, minha família e meus bichinhos de estimação."

O Blog da Gi é leitura obrigatória para todas as idades, principalmente para quem gosta de histórias infantis e, o que é melhor, contadas da visão de uma jovenzinha.

Eeeee, o mais importante de tudo e de todas as coisas: A Giovanna foi a primeira criança a ouvir a história do Garoto que Queria ser Bruxo (Além da Magia).

Confira: www.giovannaborges.com



quinta-feira, 24 de setembro de 2009

A nova onda de vampirismo - Texto de Michelson Borges

Texto de Michelson Borges

O livro Crepúsculo (e o filme dele derivado), de Stephenie Meyer (também autora de A Hospedeira), vem fazendo muito sucesso, especialmente entre jovens. Crepúsculo ajudou a reforçar a nova onda de vampirismo que tomou conta das livrarias e cinemas, assim como aconteceu com a bruxaria, alavancada pela série “Harry Potter”. Como ocorre neste exemplo e naquele, muita gente acha que se trata de simples literatura “inocente”. Será? Analisemos brevemente o vampirismo.

A crença em vampiros é muito antiga e em certos lugares, como a Romênia (terra do Drácula), ela sobrevive até hoje. Deriva da noção de que a vida está no sangue e do costume de alguns homens no passado beberem sangue para “renovar a vitalidade”.

O vampiro – ser mitológico, imortal, com dentes proeminentes e que se alimenta do sangue de suas vítimas – é conhecido por vários nomes, como vrykolakes, katakhanoso, upiry, blutsäuger, e outros. Os chineses antigos temiam o Giang shi, demônio que bebia sangue. Os peruanos pré-colombianos acreditavam numa classe de demônios chamados canchus ou pumapmicuc, os quais sugavam o sangue dos jovens adormecidos. Além disso, há quem acredite que a ideia de vampiro supõe o conceito oriental do eterno retorno, segundo o qual ninguém é realmente destruído, mas volta vezes sem fim em reencarnações sucessivas.

Entre os romenos, os vampiros sempre representam o mal. Sua jornada para o “outro mundo” foi interrompida e eles são condenados a vagar entre os vivos por um tempo. Hoje é na Transilvânia que a lenda dos vampiros tem seu apelo mais forte. Na Europa Oriental, diz-se que os vampiros têm dois corações ou duas almas. Uma vez que um desses corações ou uma dessas almas nunca morre, o vampiro permanece um “morto-vivo”. Acredita-se que criminosos, bastardos, feiticeiras, mágicos, pessoas excomungadas, os que nascem com dentes e crianças não batizadas podem se tornar vampiros. Além disso, o sétimo filho de um sétimo filho está condenado a se tornar vampiro, num determinismo pra lá de injusto. Creio que já basta, né?

O livro de Meyer (que é membro da Igreja dos Santos dos Últimos Dias [!]), por mais que pareça “literatura para garotas” (como escreveu uma comentarista), um romance para mero entretenimento, tem a conhecida característica satânica de dourar a pílula para apresentar uma mensagem anticristã como pano de fundo, embrulhada para presente num papel tão bonito que muita gente nem se apercebe da podridão que está dentro do pacote.

Para mim, a história faz pensar no perigo de se brincar com o mal, afinal, a protagonista se apaixona por um vampiro. E aí começa, na cabeça de alguns leitores, o conflito entre sentimento (paixão) e princípios, com a clara mensagem de que vale a pena se arriscar. Mas não vale. Com princípios a gente não negocia. Uma mente pura e dirigida pela Palavra de Deus não tem preço e não é qualquer literatura que deve competir por espaço em nossas agendas tão apertadas. O tempo é precioso, quase tanto quanto o sangue, e livros como os de Meyer são verdadeiros “vampiros” que sugam o tempo que deveria ser devotado a coisas mais edificantes e úteis.

Ellen White escreveu: “A natureza da experiência religiosa de uma pessoa revela-se no caráter dos livros que ela prefere em seus momentos de lazer. ... Indicando o caminho da salvação mediante Cristo, é a Bíblia nosso guia para uma vida mais elevada e melhor. Contém as mais interessantes e instrutivas histórias e biografias que já foram escritas. Aqueles cuja imaginação não foi pervertida pela leitura de ficção, hão de achar a Bíblia o mais interessante dos livros” (Mensagens aos Jovens, p. 273, 274).

Por que será que tantos jovens consideram enfadonha a leitura das Escrituras? Não seria pelo tipo de entretenimento com os quais têm desperdiçado o tempo? Segundo a lenda, se o vampiro mistura seu sangue ao de sua vítima, essa pessoa se torna um “morto-vivo”. Na vida real, pela contemplação de coisas sem valor, pela mistura do sagrado com o profano, muitos cristãos estão parecendo “mortos-vivos” espirituais, distantes do plano que Deus idealizou para eles, uma vez que se encontram mentalmente amortecidos pelo coquetel midiático tão acessível e convidativo de nossos dias.

Então, quer dizer que os cristãos estão proibidos de ler outra coisa que não seja a Bíblia? Não, mas, definitivamente, livros como Crepúsculo deveriam passar longe de nossos olhos. E se você leva sua vida espiritual a sério, basta contrastar esses livros (e filmes, e sites, e músicas...) com Filipenses 4:8. Esse é um bom filtro.


LinkWithin

Related Posts with Thumbnails

Banners